Pesquisa personalizada

Avaliação Ponderal

A escola onde trabalho, como a grande maioria das escolas públicas brasileiras, não possui o equipamento ideal para a avaliação ponderal: as crianças são pesadas numa balança doméstica (destas simples de banheiro) e sua estatura é medida com uma fita métrica fixada na parede. Paradoxalmente, os dados são registrados diretamente numa planilha eletrônica (Excel), graças ao PDA.

Certamente um dia a Secretaria Municipal de Educação se sensibilizará com esta causa e providenciará equipamentos fidedignos. Enquanto isso, para as crianças não ficarem absolutamente desassistidas neste aspecto, vou suprindo a deficiência do modo como relato aqui.

Este procedimento é realizado no início e no final do ano letivo. Uma etiqueta contendo os valores apurados é afixada no caderno das crianças, para ciência dos pais. As medidas apuradas no início do ano são trabalhadas no “Projeto identidade”, desenvolvido pelos professores-referência no início do ano letivo.

Os dados apurados na planilha inicial (GR) são transpostos para uma outra (AP), que calcula o Índice de Massa Corporal (IMC). Para isto, inseri a fórmula IMC = peso em kg/quadrado da altura (em metros). Esta planilha é a fonte de dados da mala direta, ferramenta do Word que uso para produzir as etiquetas.

Quando os valores de IMC se aproximam da tabela apresentada no site de uma clinica de tratamento da obesidade, a família é orientada a procurar um médico, para avaliar a condição nutricional da criança. O mesmo procedimento é adotado quando a estatura apurada no final do ano se manteve igual à medida anteriormente (o intervalo entre as medições é de aproximadamente oito meses).

O vídeo a seguir ilustra o procedimento, passo a passo.

5 comentários:

LE CLOCHARD disse...

Muito interessante seu método para transformar em uma atividade lúdica uma atividade 'sem graça' para as crianças, embora importante para aferir seu desenvolvimento. E mais interesante ainda por estar inserida no momento em que os demais colegas estão também brincando.

Lívia disse...

Muito bom o vídeo!
Já estou divulgando!

Anônimo disse...

parabéns pelo blog, esta muito lindo e é por pessoas iguais a você que me fazem ter esperança de um futuro melhor para nossa Educação Física!!!

Nilton disse...

olá professora Cláudia, obrigado pela tabela de IMC, era o que eu tava precisando. se precisar de algo, pode contar comigo.
obrigado e tenha uma boa semana.

Vanessa Araújo disse...

Adorei seu blog! Parabéns!! Já faz parte de meus favoritos. Me chamo Vanessa e também sou professora de Educação Física e como tantos outros colegas de profissão também encontro muitas dificuldades no que diz respeito a tecnologia na escola. Mas adorei suas idéias!Não sou muito boa em planilhas, portanto gostaria de saber se vc poderia me enviar modelos como apresentou so seu vídeo.
vaedfisica@gmail.com
Um Abraço!

Biblioteca

  • ALMEIDA, P. N. Educação Lúdica. 5ª ed. São Paulo: Loyola, 1987.
  • ALVAREZ, J. M. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed, 2002.
  • ALVES, R. A escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas, São Paulo: Papirus, 2001.
  • ALVES, R. Conversas Com Quem Gosta de Ensinar. 26ª ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991.
  • ALVES, R. Estórias de Quem Gosta de Ensinar. 15ª ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991.
  • ALVES, R. Filosofia da ciência. Introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Brasiliense, 1981.
  • BARBOSA, M. C. S. Por amor e por força: rotinas na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2006.
  • BEZIERS, M. M.; PIRET, S. A coordenação motora. Aspecto mecânico da organização psicomotora do homem. São Paulo: Summus, 1992.
  • BOSSENMEYER, M. Guia para o desenvolvimento da percepção motora. São Paulo: Manole, 1989.
  • BRACHT V. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre: Magister, 1992.
  • BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: il.
  • BRAZELTON, T. B.; SPARROW, J. D. Três a seis anos: momentos decisivos do desenvolvimento infantil. Porto Alegre: ARTMED, 2003.
  • BUHLER, C.; HETZER, H. O desenvolvimento da criança do primeiro ao sexto ano de vida. São Paulo: EPU, 1979.
  • CAPON, J. J. Desenvolvimento da percepção Motora: atividades com pneus e pára-quedas. São Paulo: Manole, 1991.
  • CAPON, J. J. Desenvolvimento da percepção Motora: atividades com saquinho de feijão e bastão de ritmo. São Paulo: Manole, 1991.
  • CAPON, J. Planos de aula para atividades perceptivo-motoras. 7. ed. São Paulo: Manole, 1989.
  • CARRAHER T. N. Aprender Pensando. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 1988.
  • CASTELLANI FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. 2ª ed. Campinas: Papirus, 1991.
  • COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
  • CUNHA, N. H. S. Brinquedo: linguagem e alfabetização. Petrópolis: Vozes, 2004.
  • CUNHA, N. H. S. Brinquedos: desafios e descobertas. Petrópolis: Vozes, 2005.
  • CUNHA, N. H. S. Criar para brincar: a sucata como recurso pedagógico. São Paulo: Aquariana, 2005.
  • DEMO, P. Pesquisa participante: saber pensar e intervir juntos. Brasília: Liber Livro Editora, 2004.
  • DIETRICH, K. et alli. Os Grandes Jogos: metodologia e prática. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1984.
  • FONSECA, V. Psicomotricidade. São Paulo: Martins Fontes, 1983.
  • FREIRE, J. B. Educação de Corpo Inteiro. São Paulo: Scipione, 1989.
  • FREIRE, P. e FAUNDEZ, A. Por Uma Pedagogia da Pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
  • FREIRE, P. Educação como Prática da Liberdade. 7ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
  • FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
  • FREITAS, F. M. de C. A Miséria da Educação Física. Campinas: Papirus, 1991.
  • GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor. 3. ed. São Paulo: Phorte, 2005.
  • GAYARSA, J. Â. O que é Corpo. São Paulo: Círculo do Livro, 1989.
  • GHIRALDELLI Jr, P. Educação Física Progressista. 2ª ed. São Paulo: Loyola, 1989.
  • GRUPO DE TRABALHO PEDAGÓGICO UFPe/UFSM. Visão Didática da Educação Física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1991.
  • HARPER, B. et alii. Cuidado, Escola! Desigualdade, domesticação e algumas saídas. 16ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.
  • HERNÁNDEZ, F. e VENTURA, M. A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
  • HERNÁNDEZ, F. Transgressão e Mudança na Educação. Porto Alegre: Artmed, 1998.
  • HILDEBRANDT, R. e LAGING, R. Concepções Abertas no Ensino de Educação Física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1986.
  • HOFFMANN, J. Avaliação mito e desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Mediação, 1993.
  • HOFFMANN, J. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. 12ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2003.
  • KRAMER, S. Com a pré-escola nas mãos: uma alternativa curricular para a Educação Infantil. São Paulo: Ática, 1989.
  • LISTELLO, A. Educação pelas Atividades Físicas, Esportivas e de Lazer. São Paulo: EPU/EDUSP, 1979.
  • LUCKESI, C. C. Sobre a diferença entre examinar e avaliar. ABCEducatio - Criarp, São Paulo, v.3, n. 15.
  • MEDINA, J. P. S. A Educação Física cuida do corpo e mente. 8ª ed. Campinas: Papirus, 1989.
  • MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 11ª ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2006.
  • OLIVEIRA, B. A. e DUARTE, N. Socialização do Saber Escolar. 5ª ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1990.
  • OLIVEIRA, J. G. Mariz de. Educação Física e o Ensino de 1º Grau: uma abordagem crítica. São Paulo: EPU/EDUSP, 1988.
  • OLIVEIRA, V. M. Educação Física Humanista. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1985.
  • ORLICK, T. Vencendo a Competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1988.
  • PERNIGOTTI, J. M. et al. O portifólio pode muito mais do que uma prova. Pátio Revista Pedagógica. Porto alegre, v. 3, n. 12, fev./abr. 2000, p. 54-56.
  • PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
  • PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre, Artmed, 1999.
  • PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
  • POSITIVO (Aprende Brasil). Orientações Metodológicas: Educação física: Educação Infantil. Claudia Gaertner Boz... [et al.]. Curitiba: Posigraf, 2006.
  • RODRIGUES, N. Por uma Nova Escola. São Paulo: Cortez/ Autores Associados, 1985.
  • ROSA NETO, F. Manual de avaliação motora. Porto Alegre: Artmed, 2002.
  • ROSSETTI-FERREIRA, M. C. et alli. Os fazeres na educação infantil. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
  • SANTIN, S. Educação Física: outros caminhos. 2ª ed. Porto Alegre: EST/ESEF, 1993.
  • SANTIN, S. Educação Física: uma abordagem filosófica da corporeidade. Ijuí: Unijuí, 1987.
  • SAVIANI, D. A Nova Lei da Educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 1997.
  • SOARES, C. L. Educação Física: raízes européias e Brasil. Campinas: Autores Associados, 1994.
  • SOARES, C. L. et alli. A Educação Física Escolar na Perspectiva do Século XXI. São Paulo: Papirus, 1992.
  • TANI, Go et alli. Educação Física Escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo: EPU/Edusp, 1988.
  • THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 16 ed.São Paulo: Cortez, 2008.
  • VASCONCELLOS, C. Avaliação: concepção dialética libertadora do processo de avaliação escolar. São Paulo: Cadernos Pedagógicos, Libertad, 3.
  • ZABALZA, M. A. Diários de aula: um instrumento de pesquisa e desenvolvimento profissional. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Creative Commons License
Degodim by Cláudia Bergo is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License